E lá se vai mais um dia…

 

 
Acredito que uma das piores frustrações de um relacionamento, seja ele qual tipo for, é a falta de criatividade e fuga da rotina. E essa palavra “ROTINA” é a pior praga que existe.Todo casal que deseja ter uma vida em comunhão (comum + união) tem que fazer, sim, malabarismos para ter uma vida saudável, se quiserem viver sob o mesmo teto.

Não falo (ou escrevo) da boca (do teclado) pra fora! É uma realidade que eu mesma sinto na pele e digo: nada é tão negativo para um casamento/namoro/tico-tico no fubá do que a mesmice.

Ter o dom da vida é algo bárbaro, lindo e perfeito, onde nós temos a plena legitimidade do poder da natureza. Agora, viver são outros quinhentos! E se viver já é complexo, dirá CONviver com outra pessoa, a quem, nos primórdios temos todo o amor para dar, somos presentes, fazemos surpresas e carinhos fora de hora, mas basta o tempo passar e tudo virar…vazio….porque simplesmente o outro não colabora, acha que tá tudo bem, quando o NADA toma conta do dia-a-dia, tornando os momentos a dois beemm sufocantes.

Particularmente, digo na zoação que “tenho vontade de sair correndo e gritando no meio da rua….AAAaaaaAAAaaaAaahhhhHHHhHHhh….!!!”. E isso é bem diferente, anti-monotonia…o outro vai no mínimo se assustar e perceber que você está bem do lado, pedindo atenção. Porém, não sei se tenho tanta coragem assim! Isso exige expetise em doidice e ainda não cheguei a esse ponto! E nem quero chegar, ao contrário do que “muitos” desejam para mim! [Sério!]

bem doida

 

 

 

 

Massss, como nem tudo tem o lado negativo…o que prego nessas ocasiões em que  nos inclinamos a pensar em desistir… EQUILÍBRIO E BOM SENSO! Ah! Tem o DESAPEGO também….mas não é o desapego de ignorar e deixar tudo pra lá. Falo de não necessitar do outro para “viver”. A felicidade de ninguém depende disso! É muito difícil essa parte…mesmo…mas não impossível. Fazer-se invisível aos olhos do outro para ver se existe a saudade, a falta…e imprescindível.

Somos todos humanos [bem, tem algumas excessões!], aptos a cometer erros, mas também a pedir/dar o perdão e continuar caminhando. E se duas pessoas, que antes tinham toda a afinidade do mundo e agora deixaram cair a peteca: PACIÊNCIA!

Não sou dona da verdade, muito menos solto palavras ao vento, vazias….apenas quis expressar que, como estamos em busca constante de evolução, principalmente a dois [a três, quatro…quando tem os filhos no meio], existe uma maneira de não desgastarmos mais ainda o que já está desgastado. E se não tem jeito, bola pra frente!

Eu sou minha própria experiência de solidão a dois…mas, continuo tentando, buscando meu “infinito, enquanto dure!”

Clube da Esquina 2 – [Milton Nascimento/Lô Borges/Marcio Borges]

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